Comportamento

Pokémon Go, Bel Pesce e a gamificação do mundo real

Pokémon Go é sem dúvidas o assunto mais comentado da internet nos últimos dias. Isso porque ele nem chegou ao Brasil ainda.

Desde o dia em que postamos aqui no site que havia um jeito de você baixar o jogo em seu celular, a pergunta que mais recebo em meu inbox do WhatsApp e Facebook é:

“Como você conseguiu capturar o Pikachu no Pokémon Go?”

Comecei Pokémon Go com o Charmander, mas o Pikachu estava em meu quarto, acredita?

Comecei Pokémon Go com o Charmander, mas o Pikachu estava em meu quarto, acredita?

Os dias foram se passando e eu vi cada vez mais pessoas interessadas no game. Amigos, que eu nem sabia que estavam em meu Facebook, vinham tirar dúvidas sobre o jogo comigo (como se eu fosse o maior expert). Também vi vários artigos espalhados por aí, dando dicas e mais dicas sobre o jogo. Confesso que estou ansioso para o lançamento oficial aqui no Brasil (desculpe dizer, mas acho que vai levar um tempinho ainda), mas é super interessante ver o quanto esse jogo tem causado grande curiosidade nas pessoas.

Bel Pesce também fala sobre gamificar a vida

Todo esse cenário me fez escrever esse artigo. Não sei você, mas sou uma daquelas pessoas que faz jogos mentais, do tipo “preciso chegar naquele próximo poste antes deste carro parado no farol se não eu morro”. Você já fez isso? Se fez, #tamojunto.

Sei lá, pra mim a vida é um grande jogo com várias fases. Gosto de “metaforar” as coisas. A própria Bel Pesce criou um curso sobre jogos, o qual minha noiva fez e foi super proveitoso. Lá ela também fala sobre essa teoria da gamificação e de como tudo isso deixa a vida muito mais leve e emocionante.

A sacada é levar o “vídeo game” para fora de casa

Desde que o Pokémon Go surgiu, essa frase fica martelando em minha cabeça. Eu achei genial a ideia deste jogo. Aliás, não só eu, mas o mundo inteiro. Tanto que as ações da Nintendo subiram mais de 25% nos últimos dias. De esquecida no mercado, o jogo elevou o valor de mercado da empresa em US$ 7,5 bi.

Ainda assim, vi gente por aí achando “muito infantil essa onda de adultos brincarem de Pokémon”. No entanto, stamos falando de cifras de gente grande por aqui.

É inegável que o game, em tão pouco tempo, deu uma mexida forte no mercado. Pra quem não sabe, o jogo funciona atrelado ao GPS do smartphone, mostrando a localização dos Pokémons próximos a você, o que te obriga a sair de casa, caso queira capturá-los.

E aí é que vem o grande X da questão. Muitas empresas estão remando forte para nadar esta onda bilionária. São vários os casos de estabelecimentos,  antes vários, que agora têm mais movimento, aumentando bastante o seu faturamento. Algumas delas deram “sorte” de virarem um celeiros Pokémons – o jogo escolhe aleatoriamente locais para que eles apareçam – enquanto outras têm usado itens de dentro do próprio jogo, para atrair os bichinhos para o local. Genial, não?

Falo por mim: quando o jogo lançou, eu mesmo pensei em sair de casa para fazer mais exercícios, ver um cinema, jantar fora. Vai que eu acho um Pokémon raro neste caminho? Hahaha.

Você tem um Ash Ketchum aí dentro?

É isso que as empresas estão começando a perceber, principalmente na gringa, onde o jogo já está rodando. Cada vez mais ações aparecerão com intuito de fazer com que as pessoas saiam de casa. Por mais besta que possa parecer, acredito que é uma estratégia válida a fim de aproveitar um tema que ainda causa alvoroço por aí. É obvio que muita cagada vai acontecer, mas as grandes ideias aparecerão.

Sou de uma geração que viveu a infância brincando na rua, perdendo o tampão do dedo jogando bola e correndo pra lá e pra cá no “polícia e ladrão”. Infelizmente, com o passar do tempo, mais e mais ficamos trancafiados dentro dos escritórios ou mesmo em casa, presos aos controles sem fio dos consoles modernos. Ainda assim, aquele espírito de Ash Ketchum está adormecido aqui dentro, pronto pra brincar lá fora.

Repito, por mais besta que possa parecer, esta é uma das tais realidades aumentadas que o jogo se propõe a mostrar.

Faz sentido pra você?

___

Grande abraço,
Felipe Möller

 

Pô, deixa um comentário aqui...