Familiar

5 passos para ter um bom relacionamento com sua família

A família é a base de tudo. A família é quem nos oferece um alicerce que outras pessoas não oferecem. O amor que a nossa família – refiro-me aos pais, mães, irmãos e irmãs – nos oferecem são únicos, algo que de fato, não há valor que possa ser pago. Entretanto mesmo sabendo disso o relacionamento em família muitas vezes é conturbado. O relacionamento entre os irmãos, principalmente os irmãos, é difícil. Sendo assim, gostaria de listar aqui algumas atitudes para que possamos melhorar nosso relacionamento em família. Sem nenhuma dúvida são conselhos que resolvem o seu relacionamento com qualquer pessoa, seja ela amigo, namorado, e etc.
Quero que você reflita sobre algumas posturas que precisamos desenvolver e cultivar para que haja de fato um significado no nosso relacionamento familiar.

1- FLEXIBILIDADE:

Em certo sentido, em todo relacionamento, principalmente o relacionamento familiar precisaremos nos esticar, alongar, ir um pouco mais além, superar os nossos limites sempre. Infelizmente há pessoas que acreditam que são como são e nunca mudarão. Quem quiser que a aceite assim, ponto final. Não tiro nem ponho. Sou assim. Não acho essa uma maneira muito sadia de averiguar as coisas, aliás acho um modo muito equivocado. Uma autoanálise é imprescindível: “Onde, como e até quando” são perguntas que precisam ser feitas. Isso não quer dizer que está se anulando ou até mesmo cedendo sempre, mas sim, de que você está avaliando, refletindo e abrindo uma oportunidade de mudança.

2- TER ALEGRIA COMO FONTE DE RENOVAÇÃO:

alegria
Gente, eu sei que as circunstâncias negativas acabam que nos deixam para baixo, e por muitas vezes com um péssimo humor. Sei que acontecem muitas coisas em que nossos sentimentos não são outros além de: tristeza, frustração, decepção e etc. Porém precisamos ter a ciência de que ninguém convive ou gosta de conviver com alguém que frequentemente encontra-se desse modo. Não deixe sua alegria ser apagada, não deixe o brilho dos seus olhos ser ofuscados, mas permita que você seja alguém disposto a mudar isso dentro do seu lar; e quando por ventura você estiver assim, permita com que seus irmãos e pais possam ser um canal de mudança em você. Cultivar a alegria e um coração grato é sempre melhor opção.

3- TER UMA MOTIVAÇÃO SAUDÁVEL:

A verdade é nua e crua: motivação sempre temos e motivados sempre estamos. Todavia não necessariamente de forma correta quando pensamos em relação à nossa família. Quantas vezes nossa motivação passa mais por uma postura de querer provar meu “poder” e meu “saber”, do que pelo desejo de servir e contribuir? Numa dinâmica familiar, aprender a perguntar o “que e porque estamos sentindo, pensando e fazendo isto desta maneira?” ajuda muito refletir sobre a real motivação. Não é anormal encontrarmos pessoas que agem de uma maneira equivocada, mas não quer dar o “braço a torcer” e acaba tornando-se mais arrogante do que já era. Torna-se mais inflexível do que já era. Não há outro fim, o relacionamento sempre tornar-se-á mais complicado.

4- TER INICIATIVA DE ANDAR A PRIMEIRA MILHA:

É muito comum termos a postura de: “se ele vier pedir perdão eu perdoo; se vier conversar eu converso” e por aí adiante. Mas, dentro dos desafios de nos relacionarmos em família de uma forma saudável, precisamos desenvolver a capacidade de escolher, primeiro e sempre, reconstruir os muros que foram destruídos e derrubados, independente de quem tenha iniciado a ação. Obviamente manter os muros construídos não é uma tarefa de uma única pessoa, mas é preciso não desanimar e sempre andar mais uma milha [perseverar] com a família.

5- TER DISPOSIÇÃO DE RECOMEÇAR:

recomeçar
Sim, recomeçar é um problema mais complicado do que imaginamos. Recomeçar não é fácil em nenhuma área das nossas vidas, e na nossa área familiar não é diferente. Isso dá-se por conta da sensação de frustração que ocorre após a primeira, segunda, ou até mesmo terceira tentativa. Mas isso é medo, é engano, é mentira. A vida nos ensina que estamos em constante – e eu acrescento eterno – processo de aprendizagem e, para aprender, o caminho é o de acerto e equívocos. Sendo assim, a atitude que não podemos tomar é a acomodação quando perceber que os caminhos que já trilhamos, as decisões que tomamos, as percepções obtidas foram equivocadas.
Precisamos entender que recomeçar refere-se à oportunidade de fazer algo novo e melhor. Tristemente muitas famílias, por não terem disposição de mudar, para recomeçar, passam a viver vidas cheias de anulações, angustias e dor, sempre resultantes do processo chamado: acomodação.
Mais lamentável ainda é quando percebem que, depois de muito tempo, se houvesse acontecido uma primeira mudança, um primeiro recomeço como em um efeito dominó, muitas outras coisas mudaram e teriam sido diferentes, mas não foram.
No final fica o sentimento de que teria valido a pena!

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