Familiar

Hoje é um bom dia para pensar sobre seu legado

Minha vida adulta sempre esteve rodeada da preocupação enorme sobre o quanto eu seria importante para o mundo. Eu queria ser famoso, queria fazer a diferença para as pessoas, mas tinha um grande medo quando o assunto “criar uma família” vinha à tona.

Eu queria ser rico, mas ser rico pra que? Eu mal pensava em ter um casal de pivetes correndo pela sala berrando feito malucos. Então pra que meu dinheiro serviria?

Eu queria passar o resto da minha vida viajando pelo Brasil e pelo mundo, trabalhando e me divertindo. Mas não pensava em ter companhia nada além de meu irmão e minha mãe, as únicas pessoas que importavam pra mim. Toda minha vida e meus anseios eram pautados na felicidade deles.

“Ora mas que tolice, que egoísmo” – foi quando caí na real.

Eu queria corresponder às expectativas daqueles que vieram antes de mim, sendo que, pensando de uma forma realista, eles não estarão comigo durante boa parte da minha vida. Meu irmão, embora mais novo teria uma vida e sua própria felicidade a cultivar daqui 20 anos. Minha mãe, embora eu quisesse que fosse eterna, não será bem assim e eu aprendi a aceitar.

Sob esse dilema, para que DE VERDADE eu vivia?

Minhas últimas experiências afetivas tinham sido um desastre total, embora eu cultivasse uma pequena vontade de ter uma família com essas ex-namoradas. Este desejo ia e vinha, mas não me via com propósito suficiente ou com ânimo suficiente para levar isso a frente.

Até que conheci minha atual namorada e em breve noiva. E em conjunto com tudo que já citei, a falta de propósito estava prestes a cair. Só me faltava uma coisa…

Me faltava um plano…

Eu tinha alguns motivos pra “viver pra sempre”, mas não tinha de verdade com quem planejar tudo isso. Com quem viver tudo isso. A ideia de estar pra lá e pra cá rodando o mundo me apetecia mas me entristecia ao mesmo tempo porque tudo era uma lacuna a ser preenchida, a lacuna da vontade de viver a vida inevitável.

Sim, você nasceu para ter uma família. E me rendi a essa ideia, embora ainda não posta em prática.

Hoje já sei quais são os nomes dos meus dois filhos, onde vou ter residência fixa e quais serão os lugares mais incríveis que nossas férias em família vão experimentar. Hoje a parte minha que estava perdida, ou que eu não queria aceitar que estava perto de mim veio e escancarou que, se eu pretendo dar continuidade à minha obra, eu preciso estabelecer uma grande base.

E a base é construindo uma família.

Te encorajo a pensar a respeito.

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