Física

Como um estudo sobre a felicidade pode te ajudar a ser mais feliz

Vamos falar sobre felicidade? Há um mês fiz a minha assinatura do Netflix. Sim, meus caros leitores, só agora me tornei assinante! Aliás, aceito sugestões (;

Neste domingo, assisti a um documentário bem especial chamado “Happy” (palavra em inglês que significa “feliz”) do Roko Belic. Especial porque, além do embasamento científico, ele te ajuda a entender e a medir a felicidade. A partir do momento que adquirimos um novo conhecimento, somos responsáveis por ele. Como já dizia minha mãe “saber e não fazer, não é saber”. Então quero compartilhar com vocês alguns pontos abordados no documentário e a minha visão sobre eles.

Logo nos primeiros minutos, a professora e doutura em psicologia Sonja Lyubomirsky da UC Riverside, explica sobre a teoria resultante de um estudo feito com gêmeos idênticos (pessoas com a genética praticamente igual) de que 50% das diferenças em nossos níveis de felicidade são determinadas pelos nossos genes quando nascemos, que é o que eles chamam de “ponto de referência genético”, no qual normalmente ficamos e tendemos a ficar, inclusive quando algo de muito ruim ou muito bom acontece.

O mais incrível desse estudo é que fatores como o nosso trabalho, quanto de dinheiro temos, aonde vivemos, nosso status social, a nossa saúde, enfim, as circunstâncias que focamos mais, representam somente 10% no impacto da sua felicidade (!!) isso mesmo: DEZ PORCENTO! Os outros 40% representam o comportamento intencional rotineiro, ou seja, as atitudes que escolhemos ter diariamente. Isto é a ciência provando que nós somos SIM única e exclusivamente responsáveis pela nossa felicidade!

 

Gráfico sobre a felicidade: 50% ponto de referência genético, 10% circunstâncias, 40% comportamento intencional - Fonte: Documentário Happy de Roko Belic

Gráfico sobre a felicidade: 50% ponto de referência genético, 10% circunstâncias, 40% comportamento intencional – Fonte: Documentário Happy de Roko Belic

 

Para completar, a professora dá a dica: “é fundamental querer ser mais feliz e evitar se adaptar às circunstâncias [listadas anteriormente], para que assim você possa variar o que faz conscientemente.” Por exemplo, se você faz sempre um caminho, principalmente se pratica corrida regularmente, opte por rotas alternativas em diferentes dias e momentos do seu trajeto. Pode até parecer uma mudança insignificante, mas faz toda a diferença no seu cérebro!

E toda discussão [científica] sobre a felicidade se concentra na dopamina, que é uma substância química no cérebro que funciona como um neurotransmissor e é fundamental para nos trazer as sensações de prazer e felicidade. Com a idade e falta de estímulo, há perda de sinapses de dopamina que afetam a transmissão dessas sensações que tanto gostamos. Os professores e doutores Gregory Berns (psiquiatra) e Read Montague (neurocientista) explicam que o nosso corpo é adaptável e, portanto, para sermos mais felizes, é necessário estimular a produção da dopamina buscando atividades que liberam ou exigem a substância. Para potencializar o efeito, eles recomendam a prática de atividade física como melhor alternativa, principalmente se realizada de um jeito novo (mais divertido, claro!), como uma corrida à fantasia, por exemplo.

 

Participante da São Silvestre 2015 em São Paulo - Foto: Marcos Ribolli

Participante da São Silvestre 2015 em São Paulo – Foto: Marcos Ribolli

 

Dentre tantos dados e fatos, refletir foi inevitável! Sou a menina de exatas que ama o lado de humanas. Gosto dos contrastes, eles fazem as coisas fazerem mais sentido quando são compreendidos. Nos tornamos mais sensíveis e evoluídos. O documentário também aponta estes contrastes como um fator importante no processo de construção da felicidade. Afinal, para sentir calor é preciso ter sentido frio.

Mas Nina, o que é felicidade para você?

Para mim, felicidade é fazer a diferença para alguém, não por mim, mas pelo o que eu represento para essa pessoa. Cada um de nós somos únicos e, ao mesmo tempo, somos enxergados de formas diferentes pelos outros. É aí onde está a beleza em sermos autênticos!

Aos olhos de cada pessoa que conhecemos está uma fração de nós que se relaciona com uma fração do outro. A mágica está em ser por inteiro e, ao mesmo tempo, “dividir para multiplicar” ou, em outras palavras, se permitir se conectar com o outro. Essa é a beleza humana. Enxergar o outro, enxergar a si mesmo pelos olhos do outro, saber identificar essas conexões e tomar ações para potencializá-las, não com o objetivo de fazer um novo amigo, mas de fazer a diferença até na vida de um completo desconhecido.

Uma das coisas que aprendi no circo-teatro que trago para o meu dia a dia é criar relações a partir de um olhar. Essas relações podem durar 1 segundo ou quanto tempo for, e são segundos preciosos e até mais profundos do que amizades de longos anos. É mais que empatia porque não é se colocar no lugar do outro, mas enxergá-lo plenamente. No circo, o olhar é vivo!

 

Espetáculo A Mansão Veit com direção de André Domicciano (Cia Teatral Um Peixe) - Foto: Nina Finotelli

Espetáculo A Mansão Veit com direção de André Domicciano (Cia Teatral Um Peixe) – Foto: Nina Finotelli

 

E aí? Qual será o plano de ação após chegar até aqui? Vai ser assistir ao documentário ou a se inscrever na próxima turma de circo-teatro?rs…

A minha sugestão é que saiam da mesmice e dêem ouvidos à criança que vive em você! Você pode SIM encontrar espaço na sua agenda para fazer algo diferente do convencional e que queira muito. Afinal, quantas vezes você não teve que adaptar os seus horários para melhorar o currículo? Que tal reavaliar as suas prioridades e trabalhar mais em integrar a sua felicidade nas suas decisões e atitudes?

Espero, de coração, que o que você decida fazer te traga MUITA alegria!

 

“Ser feliz não significa que tudo está perfeito, significa que você decidiu olhar além das imperfeições.” Autor desconhecido

 

Leitura recomendada…

Valores pessoais: 4 passos para identificá-los

– A realidade humana em um domingo na praia

10 regras básicas para ter conversas incríveis a partir da arte de entrevistar pessoas

 

Beijos,

Nina (:

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