Intelectual

Quando estiver em algum lugar, ESTEJA lá!

Globalização, informação, tecnologia. Todas estas palavras significam rapidez, agilidade e um bombardeio de informações por minuto. Isso trouxe muito progresso para nossa sociedade, isso é inegável.

Mas o que isso fez com as nossas atitudes?

Me peguei pensando nisso há uns 3 meses enquanto fazia minha leitura diária (inclusive, aconselho que leiam o livro “Peça e Será Atendido” da Esther Hicks, é incrível) que divaguei de uma forma na leitura e de repente estava olhando o WhatsApp e a timeline do Facebook.

Isso me ligou um sinal de alerta. Quanta dispersão de pensamentos! Aquilo se tornara padrão, então comecei a analisar todas as minhas atitudes desde então.

Por muitos momentos, deixei de ouvir coisas importantes das quais fariam alguma diferença para mim em um ou outro momento. Quase sempre ouvimos nossos pais pela metade e esquecemos de comprar o queijo parmesão que tinham dito para você comprar no mercado. E quanto a namorada contando como foi um desafio aquela terça-feira de reunião em que um projeto tinha dado totalmente errado? E lá se vai o pensamento pra longe, menos onde ele deveria estar.

Pois bem, sei que isso já pode ter acontecido com você. Já aconteceu comigo e o motivo é simples: Adquirimos o péssimo hábito de “estarmos” em outro lugar longe de onde realmente estamos.

Estudei um pouco mais a fundo sobre foco, no livro “Foco – A Atenção e Seu Papel Fundamental Para o Sucesso” de Daniel Goleman e destacarei alguns pontos a seguir:

1. Empobrecimento da atenção

Goleman destaca que as pessoas empobrecem sua atenção pois criam um vício em receber informações. Não leem mais livros com alta concentração pois o celular está ali do lado com notificações de e-mail, Facebook, dentre outras mensagens que tiram o foco.

2. As pessoas perdem o foco com aquilo que não lhes interessa

As pessoas dedicam boa parte do seu tempo com atividades que não lhes interessam, por isso não há total entrega. Estima-se que um ser humano médio entrega-se apenas 20% do seu tempo em suas atividades ao longo do dia. Num trecho do livro:

“Pesquisas em locais de trabalho, no entanto, demonstram que um grande número de pessoas se encontra num estado cerebral muito diferente: sonham acordadas, desperdiçam horas navegando na Internet ou no YouTube e fazem o mínimo necessário. Sua atenção se dispersa. Tamanhas desmotivação e indiferença ocorrem em demasia, principalmente entre trabalhos repetitivos e pouco exigentes. Para aproximar o trabalhador desmotivado do campo do foco, é preciso elevar sua motivação e seu entusiasmo, evocando um senso de propósito e acrescentando uma dose de pressão.”

3. Para ter foco total é necessário sobretudo, controle total
(inclusive do que você NÃO deve fazer)

Uma overdose de informações exige uma overdose de controle. Controlar seu tempo, suas atividades, sua forma de conduzir as mesmas é peça chave pra manter o foco.

Escrevi o texto “Como seriam seus próximos 6 dias sem Facebook”, contando uma experiência de total abstinência da ferramenta. Comecei a fazer “to do list” para cada atividade em que eu precisava fazer, a fim de não perder tempo, pois cada notificação do meu celular era o suficiente para desarranjar toda minha vida e meu planejamento dava errado mais uma vez, embora eu tivesse todo o plano na cabeça.

Com todas essas informações pude então entender que as coisas escritas no papel trazem nosso subconsciente à realidade, o que gera compromisso, que por fim faz com que você conclua cada coisa que se dispôs a fazer.

Não é fácil e é uma questão de criar hábitos. Para isso eu deixo outra sugestão de literatura para desenvolver novos hábitos: “O Poder do Hábito – Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e nos Negócios” de Charles Duhigg.

Até um próximo encontro, com novos hábitos e sem dispersar, ok?
Forte abraço do Coach!

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