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10 regras básicas para ter conversas incríveis a partir da arte de entrevistar pessoas

Muitos de nós já ouvimos vários conselhos de como demonstrar interesse em uma conversa, como por exemplo: olhar a pessoa nos olhos, pensar em temas interessantes antecipadamente, concordar e sorrir, repetir a última coisa que escutamos ou resumi-la. Mas a grande sacada aqui é que não há razão para aprender como mostrar que estamos atentos se, de fato, estamos prestando atenção.

 

Estudos feitos pela Pew Reasearch revelam que estamos mais polarizados e divididos como nunca antes estivemos na história! Estamos cada vez menos predispostos a entrar em consenso, e isto significa que não escutamos uns aos outros.

 

Em uma divertida TED Talk, Celeste Headlee, conta como ser neta de um famoso compositor a influenciou a seguir a carreira de repórter pela curiosidade em conhecer a história das pessoas que buscavam o trabalho do seu avô. O objetivo dela com esta palestra é ensinar às pessoas a terem conversas de qualidade, mesmo que seja com pessoas e temas que você discorde.

 

Abaixo segue a lista das 10 regras básicas para se ter conversas maravilhosas a partir da arte de entrevistar pessoas.

 

1 – Não faça várias coisas ao mesmo tempo

Home working mother juggles work and child minding

Mais importante do que estar com o celular na mão ou a chave do carro, é estar presente, e naquele momento. Não pensem na discussão que tiveram com o chefe. Nem naquilo que vão comer ao jantar. Se quiserem acabar com a conversa, acabem com a conversa, mas não fiquem metade dentro e metade fora.

 

2 – Sempre assuma que irá aprender algo

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O famoso terapeuta M. Scott Peck dizia que para escutar a sério precisamos nos distanciar de nós mesmos. Por vezes isso quer dizer pôr de lado a nossa opinião pessoal. Ele dizia que, ao sentir essa aceitação, o orador se tornará cada vez menos vulnerável e mais disposto a abrir o espaço interior da sua mente ao ouvinte. Todo mundo é expert em algo e, por isso, qualquer pessoa que você conhecer saberá algo que você não sabe.

 

3 – Faça perguntas abertas

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Comece suas perguntas com “Quem”, “O Quê”, “Quando”, “Onde”, “Por que” ou “Como”. Se usar uma pergunta complicada vão receber uma resposta simples. Se eu perguntar: “Você estava aterrorizado?” vou obter uma resposta à palavra mais poderosa da frase que é “aterrorizado”, e a resposta será “Sim” ou “Não”. “Estava irritado?” “Sim, estava muito irritado”. Deixe que a pessoa o descreva. Ela é quem sabem. Tente perguntar coisas como: “Como é que foi esta experiência?” “Como é que você se sentiu?” Porque ela terá que parar por um momento e pensar nisso, e você terá uma resposta muito mais interessante.

 

4 – Deixe-se levar

Young businessman with Chinese and English script

Isto quer dizer que pensamentos virão à sua mente e você terá que deixá-los ir. É muito comum assistirmos à entrevistas em que um convidado fala durante minutos e depois o apresentador faz uma pergunta que parece surgir do nada ou que já foi respondida. Provavelmente, o entrevistador deixou de escutar há dois minutos atrás porque ele pensou nessa pergunta super-inteligente, e estava determinado a dizer aquilo. Nós fazemos a mesma coisa. O ponto é: vão aparecer histórias e ideias, e precisamos de deixá-las virem e irem embora.

 

5 – Se não sabe, diga que não sabe

Young businessman is thinking about complicated questions.

As pessoas nas rádios e TV, têm mais consciência de que estão sendo gravadas e, portanto, são mais cuidadosas ao afirmar que são especialistas e ao afirmar que têm certeza. Façam isso. Sejam cautelosos. Falar não deveria ser barato.

 

6 – Nunca compare a sua experiência com a do outro

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Se a pessoa fala sobre a morte de um familiar, não fale do momento em que perdeu uma pessoa da sua família. Se ela fala dos problemas que têm no trabalho, não diga o quanto detesta o seu. Não é a mesma coisa, nunca é a mesma coisa. Todas as experiências são individuais. Mais importante ainda, não se trata de você. Você não precisa aproveitar esse momento para provar o quanto é bom ou quanto sofreu.

 

7 – Não seja repetitivo

É entediante e somos tendenciosos a fazer isso, especialmente nas conversas de trabalho ou nas conversas com os filhos. Temos um ponto e continuamos a reformular as nossas frases de forma contínua só para reforçá-lo. Não faça isso.

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8 – Evite dar muitos detalhes

Sinceramente, as pessoas não estão interessadas em saber anos, nomes, datas e todos os mínimos detalhes que você se esforça para lembrar. Elas estão interessadas em você, por quem você é, pelo o que vocês têm em comum.

 

9 – Não é a última regra, mas é a mais importante: OUÇA! Ouça com atenção!

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Muitas pessoas realmente importantes já disseram que escutar talvez seja a habilidade mais importante que o ser humano pode desenvolver. Buda, por exemplo, disse “Se a sua boca está aberta, você não está aprendendo”.

 

Por que nós não escutamos uns aos outros?

 

Número um, nós preferimos falar. Quando falamos, estamos no controle. Não precisamos escutar nada que não seja do meu interesse, somos o centro da atenção. Eu posso reforçar a minha identidade. Mas tem outro motivo: nós nos distraímos. Uma pessoa fala em média 225 palavras por minuto, mas podemos escutar até 500 palavras por minuto. Então, a nossa mente faz o trabalho de “preencher” as 275 restantes. Sim, é preciso esforço e energia para realmente prestar atenção mas, se você não consegue fazer isto, então você não está em uma conversa. Vocês são apenas duas pessoas disparando frases que não se relacionam em um mesmo lugar.

 

Temos que escutar um ao outro. Stephen Covey, escritor best-seller, disse isso de modo muito belo: “Muitos de nós não escutamos na intenção de perceber, escutamos na intenção de responder.”

 

10 – Última regra: Seja breve.

 

E tudo se resume a um conceito básico: esteja interessado em outras pessoas.

 

“Sinceramente acredito que isso tudo me faz uma entrevistadora melhor. Busco manter a minha boca fecha o máximo que posso, mantenho a minha mente aberta, estou sempre preparada para me surpreender e nunca fico decepcionada. Façam a mesma coisa! Falem com as pessoas, ouçam o que ela têm a dizer e, o mais importante, estejam preparados para se surpreender!” (Celeste Headlee)

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