Social

Não faça das redes sociais o cerne da sua vida

Infelizmente temos vividos em uma sociedade superficial, e digo isso com tristeza, não num tom de condenação. Se você me perguntar se eu fiz algum tipo de estudo científico para essa afirmação, com certeza responderei que não. Mas para essa afirmação não se faz necessário nenhum tipo de estudo, a não ser a observação e convivência. O que denuncia o nível de futilidade das pessoas, por exemplo, são as redes sociais, ou melhor dizendo, o valor que os indivíduos dão a elas. Não há nada de errado com qualquer tipo de rede social, a não ser que você faça dela o cerne da sua vida. O suprassumo da existência humana.

Por que as pessoas dão tanta relevância para elas? Juro que nunca entendi. Na minha concepção as redes sociais foram criadas para que você fosse nada mais nada menos do que você mesmo. É um perfil que deveria demonstrar seus gostos, seu jeito, suas idiossincrasias. Não consigo acreditar o porquê as pessoas fingem algo que não são, não sei por que elas dão tanto crédito por passar uma imagem, que de fato, não condiz com nada daquilo que elas têm como essência.

O número de likes que fulano recebe em determinado post faz com que ele se sinta aceito, importante, ou num último estágio, caso passe dos cem likes faz com que ele se sinta o Einstein da nova geração. Mas no fundo, por mais duro que seja, uma curtida significa apenas uma curtida. Caso tenha poucas ou tenha muitas isso não deveria mudar quem você é. Por exemplo, quantas pessoas vivem na base de receberem notificações em qualquer tipo de rede social qualquer. Fazendo daquilo a sua alegria?

Eu sei que parece até besteira isso, entretanto isso acontece com frequência… ao ponto das pessoas se menosprezarem por conta de uma simples curtida. Acreditam que aquilo que elas fazem não são de boa qualidade, ou não são aceitos, simplesmente porque tiveram poucas curtidas. Para algo ser bom, para alguém ser inteligente, para alguém ser diferenciado, o número de curtidas ou seguidores nunca foram quesitos para o tal.

Mas ele tem mais seguidores do que eu nas redes sociais, Doutor...

“Mas ele tem mais seguidores do que eu nas redes sociais, Doutor…”

Tudo isso deveria ser alcançado naturalmente. Você deve se preocupar em ser você mesmo, e deixar que todas essas coisas aconteçam, sem se preocupar ou diminuir-se por isso. Seja você! Não permita com que sua essência ou que você finja ser alguém que não é.

Chegamos num ponto tão crucial que as pessoas fazem de tudo para terem muitas curtidas e terem o seu ego massageado. Mesmo que essa atitude seja postar uma foto quase sem roupa. Quantas delas fazem das discussões do Facebook um caso de vida ou morte? Em que ganhar um debate faz-se necessário para a sobrevivência do ego.

Já parou para pensar quantas pessoas não conseguem mais aproveitar a vida, num sentido natural por conta dessas benditas redes sociais? Ou quantas pessoas já tiveram suas vidas frustradas por conta delas? Já está clichê falar que as pessoas não conversam mais. Já está batido alegar que as pessoas não são tão felizes quanto aparentam ser. A beleza das pessoas? Vixxi…

Mas e aí, você é contra todo esse movimento das redes sociais, Rached?

Eu não sou contra as redes sociais, muito pelo contrário, eu gosto bastante. Todavia eu entendo que elas são apenas um reflexo do que eu sou. Acredite! Nessa ideia de forçar uma personalidade fictícia já conheci pessoas que pela internet são um porre, mas pessoalmente são extremamente diferentes. Por quê? Porque fingir algo? Porque não agir naturalmente….

Tudo isso tem me cansado muito. Eu, alguém que gosta das redes sociais, tenho sido vencido por um mundo virtual onde as pessoas não são aquilo que elas aparentam. Num mundo totalmente virtual tenho cada vez mais percebido que a melhor rede social continua sendo uma roda de amigos. Com risadas verdadeiras, assuntos verdadeiros e companheirismo verdadeiro.

Estar com os amigos tem grande importância

Encontrar-se pessoalmente com as pessoas têm sido – na verdade sempre foi – muito mais saudável do que essa telinha de computador. Eu cansei! E procurei filtrar bem minhas redes sociais para que não chegasse à exaustão. Filtrei bem aquilo que queria ver, sejam elas: pessoas ou fanpages.

No fim o que importa é o quanto você foi você; o quanto evoluiu; o quanto cresceu em não se importar muito com a alheia – e diga-se de passagem aprender que não precisa dar sua opinião para cada folha que cai da árvore – aprendi.

Há tantas coisas a se fazer: vai estudar, vai ler, vai praticar um esporte, desencana um pouco delas. Não permita que elas roubem aquilo de mais precioso que existe em sua vida: o tempo!
Aprendi e continuarei a aprender, que a cada rede social nova que aparece, elas nunca serão o centro da minha vida. Há muito a se fazer atrás de uma tela de computador: VIVER!

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