Do leitor

Fechar uma porta e abrir uma janela está em suas mãos

Oi pessoal, tudo bem? Meu nome é Jaqueline e este é meu primeiro texto aqui para a Quarta-Sem-Dono da Fábrica de Mentes.

Recentemente encerrei meu negócio. Fechei as portas de um negócio que sonhei por muito tempo, tive a oportunidade de vivenciá-lo por alguns anos e aprendi muito mais que imaginei.

É isso mesmo, convidaram uma empreendedora “fracassada” pra escrever pra vocês nesta quarta sem dono e se você já está pensando “mas o quê esta pessoa tem para me ensinar?”. Meu filho, feche esta página e vá fuçar seu Facebook. Este texto não é para você.

Quando comecei minha jornada empreendedora não encontrei muitas portas abertas, não tive a oportunidade de ouvir histórias fracassadas para ajudar meu caminho e, por isso, eu tenho o maior prazer de contar meus erros, para que eles sirvam de aprendizado e encurtem o trajeto de novos empreendedores rumo ao sucesso ou, no mínimo, rumo a novos erros.

Dizer não ao seu sonho não é fácil, tomar a decisão de fechar seu negócio não é fácil. Aliás, acredito que é preciso mais coragem para encerrar um negócio que para iniciá-lo. Mas dizer não faz parte da maturidade do empreendedor. A saúde do negócio precisar estar acima do sonho.

O sonho guia seu caminho, motiva sua batalha, mas é a saúde do negócio que o manterá vivo mesmo quando é preciso terminá-lo. Não tenha medo de dizer não a você mesmo. Seja humilde! E depois de tomar a decisão, não olhe para trás. Não me arrependo de nenhuma decisão tomada porque sempre tive em mente o seguinte: “a decisão tomada foi a melhor decisão para aquele momento”. Não se martirize, não fique pensando “e se”.

“E se…?”

E aí, numa semana eu tinha um negócio e na outra, não mais. Voltei à estaca zero, aos 32 anos, e o que fazer quando você já foi picado pelo bichinho de ser seu próprio chefe? Mais que isto, você já experimentou uma forma de negócio diferente do padrão quadrado que o mercado te oferece. Como se encaixar?

Por alguns dias (muitos, na verdade) eu me questionei, me decepcionei, não sabia o que fazer da vida e pensei que talvez eu não fosse encontrar nada novamente, mas aí, refletindo sobre tudo o que aconteceu e tudo o que aprendi neste trajeto, percebi que eu mudei e, da mesma forma quando eu gerenciava meu próprio negócio, só dependeria de mim o entusiasmo que me motivaria dia a dia na minha nova jornada.

Tirei uns dias de folga, relaxei a mente, refleti, conversei com amigos e fui fazer um curso de scrapbook que sempre quis fazer. Amei a terapia e descobri uma nova paixão.

Eu fechei uma porta e está nas minhas mãos abrir uma janela.

O fim de mais um ano está se aproximando e muitos gostam desta época para suas resoluções de ano novo. Aproveite o momento e feche suas portas, abra novas janelas. 2016 tá aí, prontinho para testarmos novas paixões.

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