Uncategorized

QSD #03 – “Mr. Nobody” e o peso das decisões

Olá pessoas! Como estão? Meu nome é Natália, sou formada em Jornalismo e trabalho com redes sociais. Um dos meus hobbies favoritos é fazer análises sobre filmes, já que estudo cinema desde os meus 11 anos. Hoje vou falar um pouco sobre um dos meus filmes preferidos e vocês podem conferir mais textos aqui.

Poucos filmes conseguiram me marcar como “Senhor Ninguém” (“Mr. Nobody”). Um filme com uma história um pouco mágica e simples, onde Nemo Nobody é o último humano mortal da terra no ano de 2092 e sua morte está sendo televisionada para todo o mundo.

Aviso: o texto cita partes importantes do enredo.

Muitos pensam “nossa, mais um história de ficção boba”, mas não. Nemo conta a história em três pontos de vista, com a possibilidade de ter escolhido cada uma de suas três amigas de infância.

Tudo isso começa na infância, quando Nemo é obrigado a escolher se deve morar com a mãe ou com o pai no período de divórcio. A primeira escolha é a mãe, onde eles se mudam para Nova Iorque e durante a sua adolescência reencontra Anna, o verdadeiro amor.

1

A segunda escolha, ele fica com o pai, onde é obrigado a cuidar dele por conta do mal de Alzheimer. Nessa escolha, ele se casa com Jeanne e conquista uma vida cheia de dinheiro e luxo, porém infeliz.

Na última, ele também escolhe ficar com o pai, mas dessa vez não há a doença e acaba ficando com Elise. Vemos que essa escolha também traz muitas dificuldades, já que Elise sofre de depressão e Nemo precisa lidar com a esposa e cuidar dos quatro filhos.

Você provavelmente deve estar se perguntando “Como uma pessoa pode ter tido três vidas diferentes em uma só?”. Na verdade, Nemo ainda é aquela criança que precisa decidir entre o pai e mãe, o resto é apenas uma possibilidade dentro da decisão que tomar.

2

Sabendo de tudo isso, podemos observar uma simbologia dentro do nome. Nemo, para quem não sabe, é “ninguém” em grego. Ele é o senhor Ninguém Ninguém, ou seja, ele poderia ser qualquer um de nós, refletindo a importância de nossas decisões e como elas influenciam dentro de nossas vidas.

Nemo poderia ser qualquer criança com os pais divorciados. Nemo poderia ser você, naquele momento em que tem que decidir se continua naquele emprego ou corre atrás do que realmente quer. Todos nós somos o Senhor Ninguém.

3

Isso nos faz refletir que as pequenas coisas que fazemos durante o nosso dia a dia têm uma importância sem tamanho. Eu poderia inclusive citar outro filme, bem mais perturbador e complexo, “Irreversível”. Nele, Gaspar Noé mostra como as pequenas decisões tornam nossas ações irreversíveis, que talvez se pensássemos nelas com mais seriedade, muita coisa seria diferente.

Portanto, que tal a partir de agora você levar em conta todas as possibilidades antes de tomar uma decisão? Claro, muitas vezes podemos ficar desanimados com elas, mas com certeza, você perceberá que sua vida será muito mais satisfatória.

Pô, deixa um comentário aqui...